26 de outubro de 2007

EU PERDOARIA DEUS...

Sabe aquela foto que tem uma criança negra, hipermagra, quase morrendo de fome e sendo observada de perto por um urubu? Aquela foto que deu prêmios ao fotógrafo e não sei se deu alguma esperança de salvação para a criança? Pois bem, eu perdoaria deus por aquilo se ele não fosse onisciente.

Vi no Discovery channel que existe um tipo de fungo que se aloja dentro da cabeça de algumas formigas. Lá eles vão crescendo e a formiga começa a ficar maluca, totalmente desnorteada. Daí as outras formigas percebem e afastam o mais que podem a colega infectada do formigueiro porque se ela permanecer no grupo todo o formigueiro será exterminado. Então o fungo atinge um crescimento tal que a cabeça da formiga é furada de dentro pra fora e o fungo sai “plantado” nela como tentáculos, só depois de algum tempo a formiga morre. Eu perdoaria deus por isso se ele não fosse onipotente.

20 de outubro de 2007

NÃO POSSO ENTENDER!

Seguindo fielmente o que dizem os religiosos de plantão e a lógica, inspirada pelas coisas todas que vejo e que todo mundo vê à sua volta, minha linha de raciocínio é essa:

No começo não havia nada, e quando se diz nada é nada mesmo! Não havia as leis da natureza porque não havia natureza, não havia as leis da física porque não havia física, não havia as regras da existência, o instinto de sobrevivência, não havia absolutamente NADA!

Exceto deus. Esse havia e ninguém diz como nem a partir de quando ou de que forma surgiu. Apenas havia deus, mais nada!

Bem, seguindo a “verdade” que a religião ensina temos que deus - o único que havia - é onipotente. Se é onipotente significa que ele pode tudo! TUDO, o contrário de nada! Tudo e tudo mesmo!

8 de outubro de 2007

BOMBOM

Saia amarela vaca amarela
nada a ver
é bala e bomba bom
é bombom
alumínio que barulha dentro e fora,
fora e dentro
chocolatando
a vida de hoje
gostoso é amassar o papel
sem raiva,
sem ódio,
só para ouvir o barulho,
ouvir o gosto chocolate do barulho
de papel
bombomzar o barulho
jogar no lixo
nada
porque o que foi pro lixo não é mais papel chocolatado,
barulhadamente gostoso,
é apenas um ex-papel de embrulho
que cumpriu o seu papel.

Comi alumínio
alumiei
o casal dançando que saudade !
não de dança
mas de par,
par de criança na quadrilha da inocência
que sonha
não o amor porque já tem
mas o amor porque o instinto
ou a herança de humanidade
durante milênios ensinou,
nos cromossomas,
que nunca terá.
Divina de Jesus Scarpim