13 de novembro de 2007

SEGUNDA CHANCE

Como é que pode uma mesma coisa ser tão gostosa e tão nojenta? Que droga! Se tentava lembrar do lado bom do sexo se ferrava. Não podia. Era só aquela nojeira. Vontade de matar aquele FDP que virava seu corpo do jeito que bem entendia e socava. Aquilo era coisa de bicho. Não gostava nem de lembrar. Que ódio de um dia ter gostado!

Tudo que era “família” estava naquele “albinho” brega, com a foto de uma loirinha aguada assoprando velinhas na capa. Se queriam que olhasse dizia: “Eu não. Nem quero lembrar essa bobeira”. Se não tinha ninguém bem que era uma tentação olhar de vez em quando. Ver aquela menina idiota que era ela, junto daquele cara posudo, metido a gostosão. E a besta da menina achava o máximo. Se pudesse saber!!

Rodrigo nasceu e ela acabou. Ele não escondia nada. Trazia para casa algumas das putas que andava comendo. Todas de barriguinha reta. Cara de quem está por cima. E ela parecia um bujão de gás, uma coisa que nem merecia ser chamada de mulher. Não se pode comer um negócio desses. Um barrigão mais digno de um chute que de um carinho. Ele só ria. Ela queria morrer e matar. Depois ficou pior. Sem o barrigão mas com peitos de vaca, vazando leite. Uma coisa tão nojenta que nem dava pra olhar.

Sobrou o nenê. Agarrou-se nele e engoliu a raiva. O gostosão voltou um dia pra cumprir a obrigação. Mulher é assim. Casou tem que comer. Mesmo que esteja esse traste imprestável. Que saudade de quando ficava sozinha em casa! Ele, com as putas.

6 de novembro de 2007

AS CINCO PIORES COISAS QUE EXISTEM NO MUNDO

Essa semana, pedi a meus alunos que relacionassem as cinco piores coisas que existem no mundo, na opinião deles, e contassem como imaginariam que seria o mundo se essas cinco coisas não existissem.
Pedi isso porque sabia que relacionariam coisas como violência, drogas, poluição e outras mazelas da civilização atual. A idéia é que, depois de um debate em sala, eles percebam o quanto podem ser responsáveis por fazer com que essas coisas deixem de existir ou continuem existindo. Quero levá-los a concluir que esse mundo quase perfeito que imaginaram pode ser construído por eles.

Embora eu não esteja mentindo para os meus pupilos quando digo essas coisas a eles, embora eu realmente acredite que eles podem agir de forma a melhorar muito o mundo em que vivemos e embora reconheça que essa minha atitude e crença parecem ser sintomas de um otimismo muito bem vindo para o meu papel de educadora, não sou verdadeiramente otimista, A prova de que não o sou é que, quando fui relacionar as cinco piores coisas que existem no mundo na MINHA opinião, vi que nenhuma delas pode desaparecer e que só duas podem ser minimizadas pela ação do ser humano.