26 de fevereiro de 2010

CASAR CIÊNCIA COM RELIGIOSIDADE?





Li todo e atentamente um texto enviado por um amigo e que é um daqueles textos que tentam casar ciência com religião, pelo menos foi isso basicamente o que entendi dele. Gostei bastante do texto até quase o final porque ele fala unicamente de ciência; depois, na minha opinião, como é comum em textos desse tipo, ele se perdeu confundindo ciência com religião e colocando deus onde absolutamente ele não cabe. Pra mim esses textos, ou os textos e trechos do tipo das observações finais do texto que estou comentando agora, lembram muito aquela brincadeira infantil que tem uma mesa com furos de diferentes formas e peças soltas no tamanho e formato dos furos para serem encaixados neles. As crianças por vezes tentam colocar, por exemplo, a peça cúbica no furo triangular e, como não conseguem, ficam um tempo insistindo, até que desistem, pegam outra e descobrem qual entra certinho em cada furo. Caso as peças fossem mais maleáveis a criança até conseguiria encaixá-la no furo errado, mas certamente teria que, para isso, deformar a peça cúbica transformando-a talvez em uma pirâmide ou, mais provavelmente, em algo meio disforme que, no entanto, passasse pelo buraco triangular. É mais ou menos isso, respeitando-se as proporções, que vejo fazendo os estudiosos e cientistas que insistem em encontrar deus na física, na matemática, na biologia.

Sou uma aficionada pelas histórias dos seriados de Jornada nas Estrelas desde que conheci o Capitão Kirk e sua Interprise há muitos e muitos anos; portanto, já ouvi falar muito a respeito da dobra (é dessa forma que a Interprise viaja), dos buracos negros e até da teoria dos universos paralelos, assuntos de que o texto tratava. É claro que as referências que tenho a respeito desses assuntos saíram um pouco do universo do seriado, embora sem nunca chegar a se tornar algo que se possa chamar de conhecimento científico de fato, mas, pelo interesse que o seriado me despertou, li algumas coisas que não eram meramente histórias criativas de ficção científica, e ainda, como meu marido é professor de física, ele conseguiu colocar, na medida do possível, em termos claros para o meu parco entendimento, algumas dessas teorias e dessas descobertas científicas.

Além da série Jornada nas Estrelas, sempre gostei de todo tipo de filme, romance e conto que trate de viagem no tempo e assuntos semelhantes, de um deles me lembrei lendo o texto que meu amigo me enviou: Era um filme no qual um rapaz viajava no tempo com uma moto e conhecia uma moça a quem dava como presente um broche que havia ganhado de sua avó. Acontece que aquele broche tinha sido dado de presente à avó do rapaz pela mãe dela, que o tinha recebido de sua mãe que, por sua vez o tinha recebido de um rapaz que conhecera e que veio do futuro cavalgando um “cavalo de ferro”. Preciso esclarecer que vi o filme há muitos anos e, portanto não tenho certeza da seqüência correta dos presentes e nem mesmo se o objeto em questão era realmente um broche, mas o fato é que, no filme ele entrega à moça algo que tinha recebido indiretamente dela mesma. A pergunta que ficou na minha cabeça foi: Quem fabricou o broche? Juro que, embora não possa de forma alguma responder a essa pergunta, nem me ocorreu a hipótese de que deus tenha criado o broche. Mas isso é só uma brincadeira, não leve a sério...

O que quero dizer ao fim de tudo é que tenho conhecimento, embora não profundo como um cientista teria, de boa parte do que o texto que meu amigo me enviou diz, que acho o assunto interessante, fascinante e em nada desprezível como possibilidade de verdade mas que não vejo porque deus tenha que fazer parte de tudo isso. Não consigo perceber onde a existência de deus como verdade se encaixaria nesses estudos, nessas teorias e nessas descobertas. Veja só um exemplo: Em certa altura o texto afirma a existência de matéria subatômica que se cria do nada e depois retorna para o nada. Se existem essas micropartículas, por que é mesmo que precisamos de deus? O universo todo poderia ter se criado a partir do nada de onde vem essas partículas subatômicas.

Outra coisa de que me lembrei lendo o texto foi de uma frase muito conhecida do Carl Sagan que diz: “Se com «Deus» nos referimos ao conjunto de leis físicas que regem o universo, então há claramente um Deus. Só que esse Deus é emocionalmente frustrante... não faz muito sentido rezar às leis da gravidade.” Eu entendo que o Carl Sagan está corretíssimo, principalmente porque a expressão “leis da gravidade” aí pode ser substituída por qualquer outra força ou lei da física, da biologia, da ciência e do universo.

Disso tudo, tenho a dizer que continuo achando muito estranha a afirmação do meu amigo de que o estudioso oriental que ele admira, que se chama Mokiti Okada e de quem eu nunca tinha ouvido falar antes dos e-mails desse meu amigo, é alguém que “recebeu a revelação da Verdade”, isso para mim não faz o menor sentido principalmente porque, como o texto mesmo que ele me enviou afirma, nós, humanos, não temos como chegar ao conhecimento da Verdade. De acordo mesmo com esse texto, se é que eu o li corretamente, para que alguém consiga alcançar o conhecimento da Verdade é preciso que deixe de ser humano, deixe de ter um corpo físico, deixe de ser uma pessoa. E, por tudo que esse meu amigo disse e por tudo que está no texto que me enviou, ele me levou a crer que todos os nomes que citou são nomes de pessoas que existem ou existiram como tais efetivamente. Então eu pergunto: como pode uma dessas pessoas ter tido acesso a um conhecimento que é vedado a toda e qualquer pessoa e pelo simples fato de ser pessoa? Não faz o menor sentido, não é?

Ainda falando em Verdade preciso dizer que nunca, nunca mesmo, consegui acreditar em alguém que se diz ou de quem dizem ter conhecimento da Verdade. Isso é algo que, de saída e de antemão, me deixa totalmente cética. Associo essas afirmações a prepotência, a convencimento e, mais ainda e principalmente, ao seu oposto: mentira. Posso estar enganada, mas acho que não estou e acho que ninguém em sã consciência e racionalmente pode afirmar seriamente, de si mesmo ou de qualquer outro ser humano, que tenha conhecimento da Verdade assim, com letra maiúscula. Até acredito em verdades relativas e tenho a pretensão de achar que eu mesma tenho o conhecimento de umas poucas delas, mas a Verdade, essa que meu amigo credita ao seu cientista-filósofo, essa eu não acredito mesmo que alguém possua, sinto muito.

E voltando a falar de deus, continuo me sentindo e me sabendo ateia. Até aceito - e nem poderia deixar de aceitar - que possa existir alguma força geradora do universo e da vida, mas não acredito que essa força - possível embora não necessária - tenha qualquer semelhança com o que as pessoas, religiosas ou não, definem como deus. Para mim essa força tem tanta consciência da minha existência, da minha personalidade, da minha verdadeira forma e comportamento quanto eu tenho esse mesmo conhecimento a respeito de uma microbactéria que habita um elétron de um átomo que forma uma molécula de água que está nesse momento em uma célula do meu fígado, por exemplo. Tanto quanto, para mim, essa bactéria não existe (e provavelmente não existe mesmo) para essa força geradora eu não existo, portanto, de que adianta chamá-la de deus, acreditar que ela tem um "plano" determinado para mim, que ela de alguma forma se importa comigo, se preocupa com a minha existência e com o meu futuro e, ainda pior, construir templos e rezar para ela? Na minha opinião, ao contrário do que meu amigo afirma, quanto mais a ciência e a filosofia descobrem coisas, mais claro fica que deus não existe.

Por último e voltando ao chão do nosso cotidiano e da vida do comum dos mortais: Que sentido faz um ser consciente e bom que, a partir do nada, cria coisas que matam crianças? Essa é, em última análise, a razão primeira porque eu, Divina de Jesus Scarpim, não acredito em deus.
amá-la de deus, acreditar que ela tem um "plano" determinado para mim, que ela de alguma forma se importa comigo, se preocupa com a minha existência e com o meu futuro e, ainda pior, construir templos e rezar para ela? Na minha opinião, ao contrário do que meu amigo afirma, quanto mais a ciência e a filosofia descobrem coisas, mais claro fica que deus não existe.

Por último e voltando ao chão do nosso cotidiano e da vida do comum dos mortais: Que sentido faz um ser consciente e bom que, a partir do nada, cria coisas que matam crianças? Essa é, em última análise, a razão primeira porque eu, Divina de Jesus Scarpim, não acredito em deus.

22 de fevereiro de 2010

UM ROMANCE DO PASSADO




Um rapaz conhecia uma moça e queria fazer sexo com ela. Então ele se aproximava como se estivesse perdidamente apaixonado, se comportava diante dela como se tivesse encontrado a mulher de sua vida. Dizia que só se casaria com ela e com mais ninguém, prometia que, assim que ... ele pediria a mão dela ao pai, trazia-lhe flores, afirmava de todas as formas sua devoção e, em certo momento começava a cobrar dela que provasse amá-lo tanto quanto ele a amava.
Ela, apaixonada, envaidecida, feliz por ter conseguido finalmente um marido certo e, consequentemente um futuro promissor de esposa, mãe e dona de casa, afirmava seu amor de todas as formas que podia. Mas não podia se deixar beijar, não podia se deixar abraçar, não podia nem pensar em permitir que ele a tocasse em outra parte do corpo que não fosse a mão e, logicamente, certamente e sem nenhuma sombra de dúvida, não podia fazer sexo com ele.
Mas ele insistia: Vamos nos casar. Ele justificava: Eu amo você. Ele argumentava: Não quero estar com nenhuma outra. Ele chantageava: Você não me ama como eu te amo. Ele intimava: Se você me ama de verdade tem que me dar uma prova do seu amor, caso contrário a gente termina aqui. E ela, sofrendo e crendo, duvidando e querendo mais e mais acreditar no amor de romance, dava.
Então ele a possuía algumas vezes e logo esfriava seu ardor e gelava sua paixão. Às vezes se vangloriava com os amigos logo depois do primeiro toque, às vezes ainda antes: durante meses contava suas manobras e o quanto ela estava prestes a ceder até que um dia comunicava triunfante que obtivera a vitória total e aquele corpo não tinha para ele nenhum segredo.
Acontecia então o desespero: A menstruação não vinha e a moça se desesperava, falava com o rapaz, ou tentava porque muitas vezes ele desaparecia e não voltava a ser visto durante vários meses. Ela estava sozinha. Tentava loucuras para que ninguém descobrisse o que graças à indiscrição do rapaz todos já sabiam. Em geral não conseguia esconder e, assim que a barriga começava a aparecer era espancada e jogada para fora de casa.
Ninguém a acolhia a não ser a cafetina da cidade e todos os rapazes ficavam gratos ao benfeitor da Sociedade Masculina dos Freqüentadores de Prostíbulos por ter proporcionado mais essa aquisição.
Histórias como esta aconteciam nos tempos de juventude dos meus pais. Algumas das histórias tinham variações: No desespero de fazer um aborto a moça morria. Antes de expulsá-la de casa o pai a espancava tanto que ela morria em seguida de hemorragia interna ou graças a um aborto provocado pelo espancamento.
Algumas eram desprezadas pelo rapaz ainda antes de engravidar e então eram isoladas por toda a sociedade como vagabundas, os pais fingiam não saber e, mesmo que nunca mais se aproximassem de homem nenhum, elas só deixavam ser isoladas e desprezadas como se tivessem uma doença contagiosa quando fossem bem velhas e estivessem na casa há anos demais servindo como criadas. E os rapazes eram mais e mais valorizados socialmente quanto mais e mais moças pudessem levar ao desespero.
Mas, continuando a história: Um dia o rapaz encontrava uma moça que resistia e com a qual nenhum argumento alcançava êxito. Ele tentava de tudo e ela, convicta de que só assim teria um marido, não cedia nada além de um ou outro toque rápido e furtivo nas pontas dos dedos. Então ele se desesperava, chegava a terminar o namoro mas voltava e a pedia em casamento ao pai.
Explicava aos amigos que agora sim encontrou uma mulher que merece ser sua esposa. E eles se casavam e tinham filhos. Antes de o primeiro filho nascer ele já estava freqüentando o mesmo prostíbulo para onde mandou algumas moças ou um outro para onde rapazes como ele mandaram quase todas as moças que estavam lá.
A mulher em casa se acaba de trabalhar e parir, mas não percebe a miséria de sua vida porque não havia outra possibilidade em seu horizonte. Nunca houve.
E quando um dia alguém consegue enganar uma filha sua como ele enganara mais de uma moça, o rapaz, que agora é um senhor respeitável e ainda no vigor de suas forças, a espanca e a coloca para fora de casa. Ele baixa a cabeça e diz que agora morre de vergonha, às vezes se muda para outra cidade, proíbe que se fale em casa o nome da filha desvirtuada e nem sequer percebe a corrente que fez com que ele continuasse a ser fornecedor do prostíbulo.
E a cafetina nunca deu um desconto.

18 de fevereiro de 2010

REESCRITA DAS “45 LIÇÕES QUE A VIDA ME ENSINOU” DE REGINA BRETT


Regina: A vida não é justa, mas ainda é boa.
Divina: A vida não é justa, e na maioria do tempo e para a maioria das pessoas nem é boa.

Regina: Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
Divina: Quando estiver em dúvida, geralmente é porque nenhuma das opções é boa.

Regina: A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
Divina: A vida é muito curta para perdermos tempo parados no mesmo lugar e fazendo sempre as mesmas coisas.

Regina: Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
Divina: Seu trabalho não vale sua vida, mesmo a vida valendo tão pouco.

Regina: Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
Divina: Pague suas contas e devolva os favores.

Regina: Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
Divina: Você não tem e nem vai vencer sempre, nem nas discussões nem nas competições.

Regina: Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
Divina: Chore com vontade quando te der vontade, com alguém ou sozinho.

Regina: Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele agüenta.
Divina: Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele não existe mesmo.

Regina: Poupe para a aposentadoria, começando com seu primeiro salário.
Divina: Poupe para a aposentadoria, mas não deixe de viver pra isso.

Regina: Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
Divina: Quando se trata de chocolate, um prazer vale mais do que mil palavras. Pensando bem isso não vale só para o chocolate.

Regina: Sele a paz com seu passado, para que ele não estrague seu presente.
Divina: Fique em paz com seu passado, ou esqueça-o.

Regina: Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
Divina: Está tudo bem que te vejam chorar tanto quanto está tudo bem que te vejam sorrir.

Regina: Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
Divina: Não compare sua vida com a dos outros, a não ser que você conheça muitíssimo bem a vida desses outros.

Regina: Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
Divina: Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.

Regina: Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
Divina: Tudo pode mudar num piscar de olhos, e isso nem sempre é ruim.

Regina: Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
Divina: Respire bem fundo, pense bem fundo e sonhe bem alto.

Regina: Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
Divina: Se desfaça das coisas que não te agradam, mas tente um pouco mais com as pessoas.

Regina: O que não te mata, realmente te torna mais forte.
Divina: O que não te mata pode te deixar doente, não se arrisque demasiado.

Regina: Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
Divina: Se é tarde demais para ter uma infância feliz, tente ter um hoje feliz.

Regina: Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite "não" como resposta.
Divina: Aceite "não" como resposta, você não tem que sempre ter tudo que quer.

Regina: Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
Divina: Não guarde nada para uma ocasião especial, faça de hoje uma ocasião especial.

Regina: Se prepare bastante; depois, se deixe levar pela maré...
Divina: Se prepare para a chegada, mas não o suficiente para perder o prazer do caminho.

Regina: Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
Divina: Seja excêntrico agora, mas não perca a noção de ridículo.

Regina: O órgão sexual mais importante é o cérebro.
Divina: Tá, o órgão sexual mais importante é o cérebro, mas não despreze os demais.

Regina: Ninguém é responsável pela sua felicidade, além de você.
Divina: Ninguém é responsável pela sua felicidade, nem você; mas às vezes dá pra dar uma forcinha.

Regina: Encare cada "chamado" desastre com essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
Divina: Encare os desastres com realismo: às vezes é desastre mesmo, às vezes nem tanto.

Regina: Sempre escolha a vida.
Divina: Sempre escolha a vida, mas nem sempre a sua.

Regina: Perdoe tudo de todos.
Divina: Perdoe quase tudo de quase todos, tem gente e tem atos que não merecem perdão.

Regina: O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
Divina: O que as pessoas pensam de você não importa, mas tente não queimar demais o filme.

Regina: O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
Divina: O tempo cura quase tudo, mas às vezes vale a pena procurar um analgésico.

Regina: Indepedentemente de a situação ser boa ou ruim, irá mudar.
Divina: A situação, sendo boa ou ruim, tem chance de mudar, mas às vezes é preciso dar uma ajudazinha para que a mudança aconteça.

Regina: Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
Divina: Não se leve tão a sério a ponto de se supervalorizar, mas se leve a sério sim.

Regina: Acredite em milagres.
Divina: Acredite em milagres, mas saiba que eles não existem.

Regina: Deus te ama por causa de quem Ele é, não pelo que você fez ou deixou de fazer.
Divina: Deus não existe, portanto não te ama; ninguém te ama incondicionalmente, você tem que fazer por merecer.

Regina: Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
Divina: Não faça auditoria de sua vida, você não está afastado o suficiente para ser eficaz.

Regina: Envelhecer é melhor do que morrer jovem.
Divina: Envelhecer é melhor do que morrer jovem, mas mesmo assim é uma merda.

Regina: Seus filhos só têm uma infância.
Divina: Seus filhos só têm uma infância e você só tem cada um deles uma vez.

Regina: Tudo o que realmente importa, no final, é que você amou.
Divina: Tudo o que realmente importa no final é nada, mas antes do final vale a pena aproveitar, cultivar, trabalhar e viver por isso.

Regina: Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
Divina: Não precisa ir para a rua todo dia. Milagres também acontecem dentro de casa.

Regina: Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
Divina: Se cada um jogasse seus problemas em uma pilha, talvez todas as pilhas tivessem o mesmo tamanho, talvez não.

Regina: Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
Divina: Inveja é perda de tempo, ninguém tem tudo o que precisa.

Regina: O melhor está por vir.
Divina: O melhor está por vir ou já passou, não há como saber.

Regina: Não importa como você se sinta, levante, se vista e apareça.
Divina: Sempre importa como você se sente: levante, se vista e apareça apenas se quiser fazê-lo.

Regina: Produza.
Divina: Produza sempre, mesmo que seja apenas ideias.

Regina: A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente
Divina: A vida não vem embrulhada em um laço, nem sempre é um presente, mas não sabemos o suficiente para saber se vale a pena desprezá-la. Portanto, na falta de outra coisa para comparação, fiquemos por aqui mesmo. De qualquer forma, será rápido.