28 de março de 2010

DEFINIÇÕES MINHAS:

ABATIDA: Pessoa que foi derrotada pelos próprios sonhos.

ACERTAR: Pensar que talvez seja isso e quando você vai ver é isso mesmo.

ADIAR: Decidir que hoje vai cair amanhã.

ADIAMENTO: Uma mágica duvidosa que às vezes transforma presente em futuro e futuro em arrependimento ou impotência.

AFAGO: Carinho físico no ego do outro.

AFETO: Um sentimento que desconfia que vai virar amizade ou amor.

PRESSA: Quando você quer algo tanto tanto que se vier depressa é devagar demais.

25 de março de 2010

NO MEU TEMPO...

Sou da época em que a gente levava surra dos pais. Era uma coisa assim: o pai ou a mãe pegava a gente pela mão e, usando um instrumento adequado, geralmente um chinelo ou um cinto de fivela, batia na gente sem olhar muito bem onde as lambadas batiam mas mirando especialmente a bunda; e batiam até ELES se cansarem. As marcas roxas, vermelhas, doloridas ao toque e até com algumas esfoladuras ficavam no corpo da gente por muitos dias.

Não me lembro da dor, mas lembro muito bem da raiva, do sentimento forte e sufocante de impotência e da mágoa. Eu sempre ficava horas planejando minha vingança e nunca deixava de praticá-la, mesmo que me custasse outra surra (da qual eu me vingaria também). Geralmente (mas nem sempre) a vingança consistia em roubar alguma coisa da qual o pai ou a mãe gostava e destruir, quebrar, jogar fora ou dar de presente para alguém; na falta de um objeto às vezes eu roubava dinheiro, mesmo que nunca gastasse; cheguei a rasgar notas de cujo valor eu não tinha idéia na época. Hoje chego a dar risada imaginando que de repente rasguei muitas notas que não valiam grande coisa, mas nas vezes em que meu pai se queixava de que estava sumindo dinheiro da carteira dele e acusava minha mãe eu ficava feliz da vida, ria por dentro e, saltitante, ia brincar na rua.

Nunca deixei uma surra sem vingança e, depois de crescer, casar e ter meu filho, contei pra minha mãe tudo que eu aprontava. Ela me pediu desculpas e eu não tinha mais mágoa para desculpá-la: estávamos quites porque me vinguei sempre.

24 de março de 2010

POR QUE AS PESSOAS TEM FILHOS?




Na minha opinião tem coisas que até seria legal se fossem feitas, mas é fato que nunca serão. Boicotar novos nascimentos por exemplo parece uma boa idéia, acho que o mundo só teria a ganhar com isso.

Imagine o fim daqueles testes ridículos, absurdos e tremendamente falhos dos RHs das grandes empresas, deixariam de existir porque quando surgisse uma vaga não haveria uma fila com dezenas de candidatos para que eles humilhem. E o preconceito? Com poucas pessoas não se poderia segregar nenhuma e nenhum grupo porque se precisaria de todos.

Seria do interesse dos empresários que todos tivessem educação de qualidade e formação sólida independente da cor da pele, da etnia ou da classe social de origem, afinal, se não fosse assim ele, empresário, teria problemas para preencher seu quadro de funcionários e certamente perderia muito dinheiro.

A qualidade dos programas de televisão melhoraria absurdamente porque com pessoas mais cultas e melhor formadas programas encolhe-cérebro feito BBB, Gugu e Faustão simplesmente desapareceriam porque não teriam audiência. Nossos domingos seriam muito mais agradáveis!

Mas sei que isso não acontecerá jamais! A biologia colocou dentro de muitas mulheres (e estou falando de cadeira porque senti isso em mim) um dispositivo que faz com que elas tenham necessidade de ter filhos; não é racional, não é toda mulher que tem isso, mas existe e é forte, muito forte mesmo.

Então, juntando esse dispositivo não identificado; os acidentes de percurso (camisinha furada, beber além da conta, pensar que desse jeito vai casar e essa é a solução para todos os problemas); o preconceito e a xenofobia que fazem com que pessoas, grupos e países queiram ter seus próprios filhos só para não ter que aceitar um estranho ou estrangeiro; a falta de educação e de acesso aos métodos contraceptivos que ainda são realidade em vários pontos do planeta e, finalmente, os desvios mentais e morais que fazem com que algumas pessoas queiram ter filhos para terem alguém a quem submeter e torturar conclui-se que o boicote nunca vai acontecer.

Ou seja, por mais interessante que pareça a idéia do boicote à natalidade, as pessoas continuarão tendo filhos.

VIDA APÓS A VIDA

Eu não consigo acreditar nessa coisa de vida depois da morte, pra mim o Chico Xavier é apenas um charlatão que deu certo. Se existisse seria absurdo demais, afinal qual eu viveria novamente? A gente é muitas pessoas diferentes ao longo da vida, se uma dessas tantas pessoas que a gente foi tivesse o privilégio ou castigo de viver novamente todas as outras estariam mortas? E passar pela vida, toda ela, novamente não parece algo válido ou possível, principalmente porque se tivéssemos consciência provavelmente faríamos outras escolhas e teríamos vidas diferentes. E o corpo? Nós somos o conjunto do corpo animado e a vida que o anima, separar um do outro é criar dois outros seres diferentes, um é o cadáver que se tornará nada e o outro, se continuasse, seria outra coisa que não sei o que seja, mas que seguramente não seria eu. Não gosto do meu corpo, nunca gostei e gosto menos agora que estou velha, mas sou meu corpo também e não acho que possa mudar isso e continuar sendo eu...

Renascer em outro corpo como dizem os espíritas seria um absurdo de injustiça e implicaria em uma matemática tremendamente ilógica; injustiça porque cada um pagaria por seus erros sem se lembrar de tê-los cometido, matemática ilógica porque se estudarmos os números da população mundial ao longo dos tempos tem uma discrepência grande demais, teríamos que imaginar uma linha de montagem fabricando almas novas porque o número de pessoas aumenta muito, e isso mais parece piada do Monty Python.

E pior, se, de acordo com os espíritas, estamos reencarnando para evoluirmos por que cargas d'água não evoluímos? O ser humano é tão "desumano", tão absurdamente nojento e mau como sempre foi; essa coisa de evolução não é algo que se possa engolir quando se pensa a respeito com um pouco de lógica.

Enfim, acho que quando a gente morre a gente acaba e pronto. Fim, final, the end! Não sobra nada e, com o tempo, até a lembrança de quem fomos desaparece total e completamente. Difícil de aceitar, mas lógico.

8 de março de 2010

RELATÓRIO DE DESCOBERTA DE VIDA EM OUTRO PLANETA




Eles são nojentos, tremendamente nojentos! Há os que só se movimentam sobre as partes sólidas do planeta, esses são mais apagados, mas há alguns que se movimentam no interior da parte líquida e outros que se movimentam no interior da parte gasosa, os dois últimos costumam ser mais coloridos.

Nas espécies maiores o corpo estrutural mais sólido costuma ser recoberto por uma massa molenguenta e meio pastosa que por sua vez é recoberta por uma espécie de camada maleável mais ou menos fina de uma cor sem personalidade, principalmente entre os que se movimentam sobre a parte sólida do planeta, que varia de um quase branco, passando por um rosado tênue e um bege sem graça até chegar no preto com pontos esbranquiçados e avermelhados.

Em alguns pontos ou no corpo todo, dependendo da espécie, eles têm pelos ou ajuntamento de pelos mais ou menos compridos que podem ser pretos, marrons, cinzentos, amarelos ou avermelhados na maioria dos que vivem sobre a superfície sólida.

Os que se movimentam dentro da parte gasosa do planeta costumam ter o corpo recoberto por aglomerados de pelos que são bem mais coloridos por vezes chegando ao verde, ao azul, ao amarelo e ao vermelho intenso.

Os que se movimentam dentro da parte líquida do planeta costumam ter o corpo recoberto por uma espécie de pequenas plaquetas transparentes que dão a eles um certo brilho quando refletem a luz amarela do seu sol, e esses também podem ser bastante coloridos.

Os que tem pelos criam dentre os pelos espécies dos bichos menores, que vivem se alimentando da seiva e da sujeira deles.

Alguns tem o hábito de lavar seus corpos nojentos com porções da parte líquida do planeta, esses criam entre os pelos, dos bichos menores, só os menores mesmo, talvez apenas aqueles cujo tamanho permita que não sejam detectados.

O corpo da grande maioria dos maiores deles é cheio de furos, milhões e milhões de furos por onde trocam nojeiras com o ambiente, alguns furos são maiores e é por alguns desses furos maiores que recebem coisas e impressões que aparentemente fazem com que tenham sensações ruins e boas.

Por um desses buracos eles absorvem e por outros eliminam partes do meio e de outros seres que usam como nutrientes.

Os nutrientes, que eles absorvem inteiros ou aos pedaços, são triturados e misturados com um líquido viscoso e tremendamente nojento que produzem. Dentro deles essa mistura se transforma em uma massa que vai ficando mais ou menos densa e cada vez mais nojenta até ser eliminada, parte em forma líquida e parte em forma pastosa, por outros buracos.

Muitas vezes, de forma totalmente incompreensível, eles juntam os buracos estranhos que usam para eliminar dejetos, os buracos de uns se acoplam aos buracos de outros, então uns eliminam partes dos seus dejetos dentro dos outros. Não foi possível determinar ainda qual seria o objetivo dessa atividade extremamente asquerosa.

Além disso, eles emitem sons horríveis a todo momento, são muito barulhentos. Às vezes alguns poucos de uma das espécies juntam partes do ambiente e formam aglomerados de matéria que utilizam para emitir sons que acompanham com os outros sons que emitem com seus corpos. Em alguns casos movimentam-se de maneira estranha quando e enquanto emitem esses sons, não conseguimos apreender qual seria o objetivo desse comportamento.

Os menores de algumas espécies deles surgem dentro do corpo dos maiores e saem nojentamente lambuzados de dentro dos maiores, em alguns casos emitindo sons agudos quase insuportáveis. Outros menores de outras espécies deles saem de dentro de invólucros eliminados dos corpos dos maiores, e em alguns casos também saem fazendo barulhos horríveis.

Há construções rústicas que servem para abrigá-los e que erguem usando partes do meio que processam e empilham de forma mais ou menos ordenada. Algumas espécies constroem abrigos móveis.

As espécies menores, que são bem mais variadas coloridas e numerosas, costumam ter o corpo estrutural mais sólido externo e a massa molenguenta fica por dentro como uma espécie de recheio.

Embora tenhamos encontrado aglomerados de matéria orbitando o planeta, não houve ainda como detectar o processo de eliminação desses aglomerados, talvez pequenas falhas de gravidade.

Não há indício de inteligência em nenhuma das espécies encontradas.

5 de março de 2010

BATENDO NA MESMA TECLA

          Andei recebendo vários e-mails de amigos, conhecidos e nem tanto, que tentam me convencer de que deus existe, de que ele me ama e de que um dia vou descobrir essa verdade e então viverei em paz. Quero avisar a todos que não vai ser possível que eu me convença. Acho que nem eu mesma, se viesse me visitar desse futuro profetizado por algumas das pessoas que escrevem textos religiosos, para mim ou genericamente, poderia convencer a mim mesma da existência de deus. Um deus e uma criança jogada na rua são duas coisas que não tem possibilidade nenhuma de existência simultânea, portanto se eu sei que uma existe (eu as vejo todos os dias dormindo pelas calçadas sobre pedaços de papelão), a outra obrigatoriamente não existe.

          Costumo escrever movida pela raiva com muita freqüência. Não é o caso agora, mas isso de sentir raiva por coisas que vejo e ouço é muito comum, nem sempre escrevo, mas sempre sinto raiva quando vejo notícias de calamidades (causadas ou não por seres humanos). Em geral todas as calamidades e cada uma delas são, para mim, provas concretas e palpáveis de que deus não tem como existir e, ao mesmo tempo me fazem questionar a sanidade mental das pessoas que, apesar de verem e ouvirem o mesmo que eu, conseguem acreditar nesse deus impossível. Peço encarecidamente às pessoas que me leem que me desculpem por dizer isso dessa forma tão seca, é que não sei de que outra forma posso expressar o choque que me causam a crença e a adoração que as pessoas tem por deus, principalmente nos momentos em que vejo e ouço notícias de desgraças acontecendo e sinto raiva. Então o que me acontece é exatamente isso: EU NÃO ENTENDO...

          Fico espantada com as pessoas e suas crenças, fico espantada com as igrejas e suas torres, fico espantada com os templos e as saletas dedicados a essa ou aquela crença, fico espantada com a convivência nas bancas de jornal entre as revistas religiosas que ensinam e fazem louvores a deus e as revistas e jornais que noticiam essas catástrofes ilustradas com fotografias vistosas.

          Às vezes leio filósofos e converso com pessoas que acham que os princípios religiosos baseados no catolicismo e, generalizando, no cristianismo em geral, já estão, ou um dia em breve estarão, ultrapassados. Eu não concordo com essas pessoas e com esses filósofos, embora concorde com todos eles quando apontam as incongruências do cristianismo em geral e do catolicismo em especial e embora eu pessoalmente adorasse que realmente assim fosse. Mas, pelo que tenho visto ao longo dos anos, acho que as pessoas que se apegam à fé religiosa não buscam congruência, não buscam lógica e, pelo contrário, criam barreiras mentais contra qualquer tipo de racionalização lógica e contra qualquer tipo de congruência que se possa apresentar quando o assunto é a sua fé. E não concordo porque são esses princípios cristãos, e católicos, que norteiam o pensamento e o comportamento da grande maioria da população ocidental, e acho que continuará sendo assim por muito tempo ainda, com mais tendência para aumento do que para diminuição de adeptos.

          Isso tudo me parece simplesmente revoltante e, nesse sentido estou agindo como D. Quixote ao escrever e publicar meus textos que explicam e comentam meu ateismo, mas estou sendo D. Quixote no sentido de estar numa batalha perdida, embora eu nem me sinta lutando e embora, ao contrário de D. Quixote, eu tenha consciência dos meus moinhos de vento e não os esteja confundindo com monstros terríveis – pelo menos é como eu acredito que seja, posso estar errada.

          Sei, tenho plena consciência de que não vou conseguir nenhuma sombra de vitória, se é que existe qualquer coisa que eu possa chamar de vitória nessa história toda de, como diz meu marido, “xingar deus”; sei que não vou conseguir convencer ninguém e, mais que isso, cada vez mais e mais estou sentindo que não vou sequer fazer com que as pessoas entendam exatamente o que estou tentando dizer; mas sou teimosa e tenho em mim algo que eu não sei o que seja – e, por favor, que ninguém diga que é deus! - mas que me impulsiona a continuar me expondo, como disse um poeta “Faz escuro mas eu canto.”

Outra coisa que me “encana” é essa história de Verdade. Não existe Verdade e essa é uma convicção muito forte que eu tenho, uma daquelas convicções que se pode chamar de certeza, da mesma forma tenho também certeza de que não existe Liberdade e, portanto, falar em livre-arbítrio é usar argumento que não tem peso nenhum para mim. Eu quase que posso generalizar - tirando os ateus que somos tão poucos - e dizer que todo mundo atribui a Verdade a deus, deus não só possui a Verdade como é ele próprio a própria Verdade, é o que diz todo mundo, e eu não tenho como ver a Verdade (algo que não existe) como pertencendo a deus (algo que não existe); pra mim é o nada pertencendo ao nada, novesforazero, peso Zero. Não faz sentido. Se deus é a Verdade, mais uma razão tenho eu para afirmar sua não existência, se deus nos deu uma espécie de Liberdade (o livre-arbítrio), mais uma razão tenho eu para afirmar que ele, como ser não existente, não é nada e não nos deu nada.

          E Jesus Cristo a mim fica parecendo ser (sem querer desrespeitar nenhum cristão), alguém que delirou e conseguiu fazer com que pessoas acreditassem no seu delírio, só isso; se é que Jesus existiu, coisa da qual não tenho certeza. Nesse aspecto eu não diferencio Jesus Cristo de Chico Xavier, de Maomé ou de qualquer outro profeta da história a não ser pelo fato de que acho que alguns nem sequer deliraram (ou existiram): inventaram (ou foram inventados) mesmo. Jesus, por exemplo, me parece bem mais convincente como uma criação de Paulo de Tarso e, depois, como um “inocente útil” para o enriquecimento da igreja católica.

          Sou muito ignorante das religiões e das filosofias orientais, mas pelo que leio delas, e me perdoem se estiver errada, elas sempre pregam algum tipo de introspecção, de concentração mental, de esforço interior concentrado com a finalidade de chegar a um certo ponto de espiritualidade, a um certo conhecimento de uma verdade qualquer e coisas do tipo. Mas eu me pergunto como posso eu, e como alguém consegue, ficar me concentrando, ficar buscando qualquer tipo de coisa que me faça bem enquanto tem crianças jogadas pela rua?

          Desculpem falar tanto em crianças jogadas pela rua, é só um exemplo; uma entre milhares de outras desgraças que estão acontecendo, eu poderia falar das crianças sendo roubadas, usadas e estupradas no Haiti antes e depois do terremoto, eu poderia falar no próprio terremoto (ou terremotos), eu poderia falar na morte das pessoas em um ônibus incendiado por bandidos no Rio de Janeiro ou na morte dos animais pelas enchentes, pelas nevascas, pelas avalanches que estão acontecendo agora e que acontecem sempre e sempre aconteceram ao longo da história; eu poderia falar da peste, poderia falar das Cruzadas, poderia falar do câncer e da AIDS; eu poderia falar da erupção dos vulcões, das tzunamis, da Era do Gelo, do Holocausto. Eu poderia falar enfim de todas as desgraças de todos os tempos.

          No passado e no presente, causadas pelo homem ou pela natureza, atingindo seres humanos ou animais, desgraças e calamidades não faltam e eu não saberia ficar me concentrado para me tornar mais próxima de um deus que, se existisse, seria responsável único por todas elas. Não entendo de onde as pessoas conseguem tirar respeito e reverência para dedicar a esse ser tão sem sentido.

          Sem religião, sem religiosidade, apenas com a lógica mais básica e rasteira, o que eu sinto é que não vou nunca aceitar como fato a existência de um deus. Minha teimosia é algo que não pode ser quebrada por nenhum profeta, mago, vidente ou mesmo cientista porque se um dia se provar que deus existe, ainda vou afirmar que esse que existe precisa de outro nome porque a palavra deus define algo consciente e que se importa e esse deus não tem como ser as duas coisas.

          E não acredito, mas não acredito mesmo que, as minhas dúvidas (se é que se pode chamar assim minha teimosia) quanto à "bondade" de deus e o seu "poder" possam ser respondidas por alguma Verdade revelada a algum mestre, grande ou pequeno, em algum livro sagrado ou por uma espécie de magia que me aconteceria um dia num momento de suprema alegria ou suprema tristeza como costumam prever algumas pessoas nos textos religiosos que leio. Não quero desqualificar ninguém e, muito menos, ofender ninguém, mas eu jamais serei seguidora dos ensinamentos de nenhum mestre e de nenhum livro, certamente. Sou teimosa e indignada demais para isso.