26 de agosto de 2011

QUESTIONANDO AS “45 LIÇÕES QUE A VIDA ENSINOU” DE REGINA BRETT

Esse texto andou circulando pela internet, recebi mais de uma vez e em formatações diferentes, fizeram PPS com ele, acrescentando imagens comoventes e música clássica.  Os e-mails dizem que a autora tem – ou tinha quando escreveu o texto – 90 anos de idade, diz também que ela assina uma coluna no The Plain Dealer, Cleveland, Ohio. Teve alguém que acrescentou uma nota afirmando que a informação é verdadeira, essa pessoa diz que sabe disso porque pesquisou na internet. Parece que ela não sabe que a internet está cheia de informações falsas. Mas, enfim, as “lições” são essas e eu – como sempre do contra – discordo delas em muitos aspectos e por muitas razões que coloco depois de cada item...

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.

Não é verdade que a vida é boa, só é verdade que ela não é justa. Se a sua vida é boa, você é um privilegiado pelo acaso e é simplesmente minoria. Achar a vida boa só é possível egoisticamente falando; se você conseguir pensar a Vida, vida mesmo, de forma ampla e sem fechar no seu mundinho, verá que a vida não é boa, não é sequer razoável.

2. Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno.

Passo pra onde? Passo pra quê? E como fica o outro ditado (também muito sábio) que diz: “Na dúvida não faça nada”. Acho melhor você pensar muito antes de tomar alguma atitude; dependendo da situação não existe passo que seja pequeno, e se não pensar bem você corre o risco de se arrepender. Mas o pior, pior mesmo, é que em algumas situações não há passo que você possa dar, não há atitude que você possa tomar; não há nem mesmo a chance de você se arrepender porque não há nada que você possa fazer.