11 de julho de 2012

O CRIME DA VEZ

Sempre tem o "crime da vez" e em torno desse crime se arma o “circo da vez” com direito a campanhas em prol de armamento, de desarmamento, da pena de morte, da maioridade penal, de leis mais severas para...

Enfim, com palavras, frases de efeito, poemas, ironias, fotos, charges, montagens de photoshop e apresentação de power point, fala-se. Por e-mail, no facebook, no twitter, no youtube e nos blogs, fala-se, fala-se, fala-se...

Todo mundo fica bonzinho naquele assunto e manifesta disposição para - piamente é claro - linchar o “criminoso da vez” e adotar, se for o caso, a “vítima da vez”.

Durante esse período em que o "crime da vez" está no alge acontecem centenas de outros crimes - alguns bem mais graves - que passam totalmente despercebidos para os "bonzinhos da vez".

Depois cansa que ninguém é de ferro.

Aí dá um tempo - muito curto que não se vive sem notícias - e surge outro "crime da vez" com outro "criminoso da vez" e outra "vítima da vez".

E os "bonzinhos da vez" esquecem o anterior e armam sua santa e justa indignação para o novo.

E tudo começa e acaba outra vez a cada "estação de caça da vez".

É assim que a banda toca.