27 de dezembro de 2012

SE DEUS NÃO EXISTE, A VIDA É ABSURDA

Um religioso afirmou: "Se Deus não existe, a vida é absurda". Eu concordo totalmente Isso é fato. Deus não existe e a vida é absurda. Acontece que o fato de a vida ser absurda não obriga a MINHA vida a ser absurda, posso dar à minha vida todo o sentido que eu quiser e, enquanto estou viva, a minha vida não será um absurdo.

Agora, o que me deixaria muito PUTA DA VIDA, seria a outra hipótese: "Deus existe e a vida não é absurda", isso implicaria que eu sou apenas a criatura de um deus sádico, injusto, megalomaníaco, odioso e nojento. E significaria que em lugar de ter o sentido que dou enquanto existo e depois se acabar voltando para o confortável nada de onde veio, a minha vida seria um castigo eterno porque teria dois términos possíveis: Ou queimarei no inferno por toda a eternidade, um terror que não me agrada; ou estarei por toda a eternidade do lado desse deus asqueroso e nojento sendo obrigada a puxar o saco dele e cantar loas à sua "bondade" e "justiça", essa segunda hipótese sendo, seguramente, muito pior do que a primeira.

Sim, deus não existe e a vida é absurda e sem sentido. Ainda bem, é assim mesmo que eu gosto dela!

18 de dezembro de 2012

A TODOS OS RELIGIOSOS

A gente vê a bancada evangélica pregando preconceito e intolerância, propondo “cura gay” em lugar de projetos que ajudem o povo. A gente vê pregadores explorando os ingênuos e pobres e ficando milionários a ponto de terem mansões, aviões e dinheiro em bancos estrangeiros. A gente vê gente pagando pela vinda do papa e planejando assistir missa com ele sem saber ou se incomodar em saber que ele é um bandido acobertador de pedófilos e instigador da intolerância que deveria ser recebido com algemas e voz de prisão e não com flores e festas. A gente vê grupos religiosos fazendo passeatas de fiscalização do fiofó alheio e chantageando o governo para impedir que todos os cidadãos tenham os mesmos direitos. A gente vê discursos de intolerância contra as religiões de matriz africana. A gente vê políticos fazendo discurso de ódio contra gays e depois dizendo que não são culpados pelas agressões e mortes que seus discursos incitam seus seguidores mais idiotas a praticarem. A gente vê as escolas e repartições públicas que deveriam ser laicas plenas de todo tipo de proselitismo religioso. A gente vê campanha ferrenha de grupos religiosos tentando se apossar do corpo da mulher como se ela não tivesse direito sobre ele. A gente encontra gente “pregando” em todos os lugares aonde vai e, inclusive, na nossa porta.

Daí, a gente reage e começa a criticar a religião, a explicar por que somos ateus, a mostrar as incoerências desse deus que permite tanto sofrimento e tanto ódio. Depois, o que acontece é que, infelizmente por conta dessa “mania” de criticar a religião que a gente pega, às vezes a gente melindra religiosos que não são essas antas, que não partilham desse ódio, que não sustentam esses bandidos, que são contrários a essas agressões e que em muitos casos, são nossos amigos e nos amam e nos respeitam como somos.

Por isso eu fico aqui desejando e esperando que esses religiosos, esses que são decentes e tolerantes, percebam o que os imbecis como esses políticos e líderes estão fazendo e entendam que nossas críticas são dirigidas a eles e por causa deles, que entendam que eles querem tirar, inclusive, os direitos e a liberdade de crença de muitos desses religiosos tolerantes. Se isso acontecer, talvez, esses religiosos tolerantes em lugar de ficarem tristes conosco se aliem a nós e nos ajudem a combater os bandidos da fé.