3 de outubro de 2014

A “PIEDOSA” HOMOFOBIA CRISTÃ



O raciocínio é o seguinte:

"Homossexuais são uma abominação e a gente queimaria todos na fogueira, mas perdemos o poder que tínhamos na Idade Média então não podemos mais queimar ninguém. Por isso a gente faz de conta que é bonzinho, vai "roendo pelas beiras" de forma cada vez menos discreta para conseguir mais e mais poder político e, por essa via, colocar E MANTER todos os homossexuais como cidadãos sem plenos direitos e pessoas execráveis que podem até ser mortas pelos "fiéis" mais exaltados devido à atenção que deram ao nosso discurso homofóbico e ao nosso "livro-de-regras-de-como-matar-e-ficar-bem-na-fita" que a gente finge que não viu e continua lutando contra eles.
A não ser, é claro, que eles virem padres, aí a gente os protege, fazendo de conta que não sabemos e não vemos que se relacionam entre si e com fieis adultos "escondidinhos" ou mudando de paróquia aqueles que preferirem menininhos cada vez que são acusados de molestar crianças; além, é claro, de plantar discursos "pios" com o objetivo de levar todos os fiéis a negarem sempre a nossa concordância e nossa responsabilidade com essas práticas".

Não estou dizendo que esse seja também o raciocínio de todos os cristãos, acho que há aqueles que apenas "compraram" o discurso-disfarce da religião à qual aderiram, sem pensar e sem se importar o suficiente para perceber quanta perversidade há por trás desse "amor divino"; há aqueles que são homossexuais e foram tão bem doutrinados a rejeitar as "abominações" que rejeitam a si mesmos com tal vigor que usam essa auto rejeição como instrumento para oprimir e odiar todos os seus iguais; e há também aqueles que usam esse "raciocínio" para justificar os próprios preconceitos, talvez porque não tenham coragem de assumir essa barbárie como opinião própria e muito sua.
 
Desculpe não ter citado os cristãos não homofóbicos, mas achei que eles não precisam fazer parte dessa lista feiosa, mesmo porque, na opinião dos homofóbicos, eles sequer são cristãos “de verdade”.